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Receita: Queijo Brie no Forno com Geleia ou Mel

Imagem: Nerds with Knives

Quer receber os amigos esse final de semana mas está com preguiça de cozinhar alguma coisa elaborada? Eu te ajudo. Nada diz #rhyca mais do que queijo francês com algum tipo de massa folhada, com o bônus da preparação ser basicamente mínima. É delícia, o queijo derrete e pode ser servido com o que você quiser (ou tiver de fácil acesso): Mel quentinho, geleias, uvas, pão, crackers, nozes, castanhas... E não se assuste com os ingredientes. Se você olhar direitinho, vai ver que não é tão caro quanto você imagina. 😉

Sem mais demora, aqui vai a receita do queijo brie assado com massa folhada, ou queijo brie en crôute. Já estou até me sentindo mais aculturada com esse nome francês.

Ingredientes:
- Uma rodela de queijo brie
- Massa folhada pronta
- Acompanhamentos: Geleia, mel, nozes, frutas, presunto... O que você quiser.

Modo de preparo:
1. Aqueça o forno em temperatura média, cerca de 180 graus. 
2. Com uma faca bem afiada, corte a parte de cima do queijo com linhas cruzadas, tipo um jogo da velha com mais linhas. 
3. Se a massa folhada for muito grossa, abra a massa numa superfície enfarinhada até ela ficar com cerca de meio centímetro de altura. Coloque a rodela de queijo no meio da massa e, com cuidado, traga as pontas da massa até a parte de cima do queijo, no centro, quase como uma "trouxinha". Não precisa ficar tão certinho, pode ficar um buraquinho no meio. Se tiver massa demais sobrando, sinta-se a vontade para cortar ela fora. Se estiver inspirada, essa é a hora de pegar os restinhos de massa folhada e cortar em formato de folhas, flores... 
4. Numa forma untada ou coberta com papel manteiga, coloque o queijo embrulhado. Asse até a massa ficar bem douradinha, cerca de 30 min. Tire do forno, deixe descansar por 5 min. e sirva.

Bon appétit!

Me too: Eu também sofri assédio sexual



Quando eu tinha onze anos, usava o uniforme do colégio folgado e nem tinha começado ainda a desenvolver corpo de mulher, um homem que trabalhava de carregador no mercado perto de casa começou a me chamar de gostosa e delícia enquanto caminhava de volta para casa. Ele sabia o horário que voltava pra casa da escola, por isso ficava me esperando quase todos os dias do lado de fora para falar essas coisas para mim. Até o dia que mudei o caminho que fazia (bem mais longo) por medo. Eu era criança e não entendia o que estava acontecendo.

Aos doze anos, enquanto esperava na fila de um brinquedo num parque de diversões, um homem achou que seria engraçado acariciar o meu corpo pela grade e contar para os amigos, dando risada. Não falei para ninguém por medo e descobri o significado da palavra vulnerabilidade.

Aos dezoito anos, enquanto buscava pelo meu primeiro emprego, um homem da minha família sentou comigo e explicou que no ambiente de trabalho, infelizmente, eu teria que lidar com chefes e colegas de trabalho que dariam em cima de mim, fariam sugestões de que deveríamos dormir juntos e que tentariam tirar proveito de mim por ser mulher. Ele falou que eu deveria ignorar esses avanços sexuais e fazer o meu trabalho, já que isso infelizmente é normal. Ele estava certo: Eu recebi cantadas no trabalho, mas ele estava errado no que condiz à normalidade. Não, assédio sexual não é normal.

Enquanto lia as notícias semana passada sobre o Harvey Weinstein, fiquei pensando nas minhas próprias experiências. Quando é que assédio sexual se tornou parte de ser mulher? Por que é que normalizamos tanto essas experiências horrorosas para explicar que ser mulher é ter que passar por esse tipo de coisa? Quando é que isso se tornou aceitável?

Se você falar alguma coisa, não sabe se divertir e fazer piada. Se não falar nada, porque é que esperou tanto tempo? Quer destruir o casamento de alguém por inveja? Tem algo a esconder? Deve ter gostado e só está falando agora porque se arrependeu.

"Uma das coisas mais cruéis sobre esses atos é a forma como eles se enredam e tentam contaminar todas as melhores coisas sobre você," disse a Jia Tolentino no New Yorker. "Se você é doce e amigável, você vai pensar que a culpa é sua por criar a situação. Se você é durona, bom, você pode só seguir adiante e decidir que não é nada demais. Se você é uma pessoa gentil, então ele sabia que você é fraca. Se você é talentosa, ele pensou em você como uma igual. Se você é ambiciosa, estava pedindo. Se você é experiente, você sabia que estava por vir. Se você é afetuosa, então parece que é porque estava pedindo por isso. Se você faz piadas irreverentes ou se diverte nas festas, por que é que está sendo tão moralista? Se você é inteligente, vai descobrir uma maneira de racionalizar tudo isso."

Eu não tenho a resposta para o que deve ser feito—Ser mais durona? Criar melhores homens?—mas sei que, ao compartilhar nossas experiências, tiramos a normalidade desses horrores a trazemos à tona a frequência com que isso acontece. Criamos uma comunidade de mulheres fortes que buscam destruir o tabu que é o assédio sexual. Nossas experiências tem o poder de desmoronar, aos poucos, a racionalidade das agressões sexuais.

Nesta semana, mulheres do mundo todo estão compartilhado a hashtag #MeToo (eu também) caso tenham sofrido algum tipo de assédio sexual. Até agora já foram mais de meio milhão de compartilhamentos. Esta é a minha história. Convido você também a dividir a sua.

#MeToo
#EuTambém

(Foto por Francisca Derqui)

Millennial pink (rosa quartzo) na decoração: Como usar

Decoração com millennial pink (rosa quartzo) e como usar

Se o mármore e o cobre, os queridinhos da vez na decoração, tivessem um filho, esse filho seria o millennial pink. Conhecido há algumas temporadas como rosa quartzo, hoje ele está em todos os lugares. Sério. Aqui nos EUA só se fala nisso e metade das coleções de fast fashion estão vindo na cor, além de várias marcas modernas (como a Glossier) adotarem a cor no logo. Já viu também a capa do livro #Girlboss? Adivinha? Millennial pink.

Logo que essa cor chegou na decoração, eu fiquei muito relutante em aceitar porque me lembra MUITO daquela decoração cor-de-rosa tenebrosa dos anos 60, quem lembra? Tipo esses banheiros que a minha avó tinha na casa dela, só que em azul.

Mas amiga, uma vez que abri minha mente, percebi que essa cor só tem a ganhar. Ô coisa linda que vai com tudo, deixa a casa com cara de casa glamurosa e delicada, bem coringa mesmo. Por isso, aqui vão algumas combinações para usar millennial pink na decoração. Tem também uma pasta que criei no Pinterest só com decoração na cor. Dá lá uma olhada depois.


Mármore + cobre + millennial pink = Modernete glamurosa
Se você quer ser blogueira, essa combinação é pra você. Fica linda na cozinha!

Decoração com millennial pink (rosa quartzo) e como usar
Decoração com millennial pink (rosa quartzo) e como usar


Estilo industrial + millennial pink = Minimalismo feminino
Pra quebrar o cinza do escandinavo e deixar a casa mais feminina.



Preto + dourado + millennial pink = Hollywood antiga
Pra se sentir chique que nem antigamente.



Tons de madeira + tecidos + millennial pink = Aconchego em casa
Criando tanto aconchego que não dá vontade de levantar da cama.

Decoração com millennial pink (rosa quartzo) e como usar


Preciso contar essa história surreal

Sobre a importância de olhar para fora (e para dentro) mais e para a telinha menos.

Voltei há algumas semanas de uma viagem para Washington DC (post com dicas vindo em breve!) e preciso contar essa experiência surreal.

Fui na Galeria Nacional de Arte (fantástica) e vi, em uma das salas, várias pessoas tirando fotos de um quadro. Fiquei curiosa e fui lá também descobrir que quadro era esse. Acabou que era "apenas" a única pintura de Leonardo da Vinci nas Américas, a Ginevra de' Benci. Gente do céu, que pintura MARAVILHOSA. A técnica de esfumo é de fazer qualquer blogueira de maquiagem chorar. Mas não, essa não é a parte surreal da história.

No tempo que fiquei na frente do quadro (deve ter sido no mínimo uns cinco minutos), namorando a pintura, observei um padrão surreal à minha volta: Pessoas começaram a formar uma fila, que eu achei que era pra ver o quadro, mas que na verdade era pra tirar foto! Elas ficavam na fila e quando chegava a vez delas, elas apontavam o celular pro quadro, click, apontavam o celular pra legenda do quadro, click, botavam o celular no bolso e iam embora. Ninguém estava OLHANDO para o quadro, apenas tirando fotos. Te juro. A única obra de Leonardo da Vinci nas Américas e ninguém estava tentando apreciar a pintura, queriam apenas tirar uma foto pra falar que estiveram lá. Alguém me diz que eu não sou louca de achar esse comportamento surreal?

Gente do céu, quando é que tirar foto pra provar que estamos num lugar se tornou mais importante do que realmente estar lá? Medo das vezes que eu também devo ter sido o tipo de pessoa que só estava em algum lugar pelas fotos.

Alguém para o mundo porque eu quero descer.